Escutas ilegais: Rebekah Brooks nega suborno à polícia

19/07/2011 18:34

 

Internacional

Hoje às 14h19 - Atualizada hoje às 15h22

Ex-diretora do grupo Murdoch, Rebekah Brooks presta depoimento

Portal Terra 

A ex-diretora executiva do grupo News International Rebekah Brooks disse, em depoimento na Câmara dos Comuns, em Londres, que "nunca subornou a polícia ou soube de qualquer pagamentos a oficiais de polícia".

Mais cedo, o chefe da polícia Paul Stephenson afirmou que  dez dos 45 membros do departamento de comunicação da Scotland Yard trabalharam em algum momento para a News International, a filial britânica do império Murdoch, incluindo o News of the World, no coração do escândalo das escutas.

"Acredito que há dez membros do departamento de comunicação que trabalharam para a News International no passado, alguns dos quais eram jornalistas", disse, respondendo a uma pergunta de um deputado da Comissão de Assuntos Internos do Parlamento.

O chefe da Scotland Yard, que renunciou no domingo, foi longamente interrogado pelos onze deputados da comissão em relação ao contrato em 2009 de um redator-chefe adjunto do tabloide News of the World (NotW), Neil Wallis, como consultor de relações públicas.

Paul Stephenson, que renunciou no domingo, foi longamente interrogado
Paul Stephenson, que renunciou no domingo, foi longamente interrogado

Wallis foi detido na quinta-feira no âmbito do escândalo das escutas telefônicas, que compromete, por sua vez, o império Murdoch e a Scotland Yard, do qual dois altos funcionários se demitiram.

No domingo, ao pedir demissão, Stephenson havia feito uma relação entre o contrato de Wallis por seus serviços e o de Andy Coulson, redator-chefe do NotW na época em que as escutas ocorreram, contratado posteriormente por David Cameron como chefe da comunicação depois que se demitiu do jornal.

"Diferente de Coulson, Wallis não se demitiu do NotW, e pelo que sei não esteve de maneira nenhuma envolvido na investigação inicial sobre as escutas telefônicas", havia destacado Stephenson, ao que parece querendo comprometer o primeiro-ministro.

Além de Wallis, a Scotland Yard contratou sua filha Amis, recomendada por John Yates, chefe da polícia antiterrorista que se demitiu na segunda-feira.

A Sctland Yard também recorreu aos serviços de um intérprete, Alex Marunchak, embora este trabalhasse ao mesmo tempo para o NotW.

Com agências