A forma como você reage a um erro influencia seus acertos futuros

A forma como você reage a um erro influencia seus acertos futuros

Imagem: Getty Images

Quando comete um erro, qual a sua reação? Você pensa “ok, na próxima eu acerto” ou “putz, sou um fracasso e nunca vou conseguir fazer nada direito”? Um estudo publicado no periódicoPsychological Science descobriu que a sua atitude nesse momento pode influenciar seus acertos futuros. E mais: a forma como você reage aos erros está diretamente ligada à visão que você tem sobre sua própria inteligência. Algumas pessoas acreditam que a inteligência é algo constante e imutável, que não pode ser desenvolvida. Outras, porém, acreditam que ésempre possível melhorá-la com o tempo. A sua opinião a respeito dessa questão é maisimportante do que se pensava.

Para realizar o estudo, pesquisadores da Michigan State University deram aos voluntários uma tarefa chatinha em que era fácil cometer um erro. Eles deveriam identificar a letra do meio de uma série de sequências com cinco letras, como “MMMMM” ou “NNMNN.” É até simples, mas depois que a tarefa se repete várias vezes, a mente se confunde mesmo. E aí a pessoa comete erros bobos, percebe imediatamente e se sente estúpida por causa disso. Durante os testes, os voluntários tinham sua atividade cerebral monitorada. O resultado mostrou que quem acredita que pode aprender com seus erros tem uma reação cerebral diferente de quem vê a inteligência como algo imutável.

Como o cérebro reage a um erro

Quando cometemos um erro, nosso cérebro faz dois sinais rápidos: uma resposta inicial queindica que algo deu errado (e Jason Moser, um dos autores da pesquisa, chama de fator “oh, droga!”) e um segundo indicando que a pessoa está consciente do erro e está tentando consertar o que fez de errado. Os dois sinais acontecem super rápido, cerca de um quarto de segundo após o erro.

Quem acreditava que a inteligência é algo que pode ser desenvolvido com o tempo e que, portanto, pode aprender com os erros, se saiu melhor depois de errar, recuperando-se rapidamente e acertando os testes seguintes. Foi possível observar uma diferença também na sua atividade cerebral: o segundo sinal (aquele que diz “cometi um erro, então devo prestar mais atenção”) foi mais intenso, indicando que elas têm o cérebro ajustado para ficar mais alerta depois de errar.

Isso pode ajudar quem é crítico demais em relação aos próprios erros a tentar dar uma relaxada: afinal, ficar se condenando só piora as coisas.

 

 

 

 

Fonte:Ana Carolina Prado