Em que ritmo está a destruição da floresta amazônica?

Em que ritmo está a destruição da floresta amazônica?

A devastação segue em um nível preocupante. A cada ano, desaparecem cerca de 20 mil km2 de mata - uma área equivalente ao estado de Sergipe! A destruição do verde avançou no início da década de 1970, quando o presidente Médici decidiu abrir grandes estradas na região. A situação melhorou um pouco nos anos 80, época de recessão, quando a média anual de destruição caiu para 12 mil km2, o tamanho da Jamaica.

Mas foi só a economia do país melhorar um pouquinho para o desmatamento atingir seu recorde: no primeiro ano do Plano Real, em 1994, nada menos do que 29 mil km2, quase o tamanho da Bélgica, viraram pó. Nos anos seguintes, esse índice vergonhoso caiu um pouco, mas voltou a subir em 2002, com 23,7 mil km2 devastados. "As oscilações do desflorestamento acontecem mais pela variação da economia do que pelas medidas ambientais", afirma o ambientalista Paulo Adário, do Greenpeace. Segundo os ecologistas, há quatro principais vilões na destruição da

Amazônia: a abertura de estradas, o corte de árvores para produzir madeira e o avanço da pecuária e da agricultura pelo meio da mata. Mapeamos esses inimigos no infográfico abaixo

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Verde original . Desmatamento começou pra valer na década de 1970

Esta é a área da Amazônia Legal, uma região de 5,3 milhões de km2 que inclui a parte brasileira da floresta amazônica. Até o século 20, a região permaneceu preservada. A destruição em massa começou com a colonização da região, em 1970

Uma frança a menos Em 40 anos, floresta perdeu 670 mil km² de árvores

MADEEEIRA!

 

Entre os rios Xingu e Tapajós, os madeireiros derrubam mogno e deixam o caminho aberto para a ocupação com pecuária

REBANHO COMILÃO

Hoje, 75% das áreas devastadas são ocupadas com gado. A cidade de São Félix do Xingu (PA) tem o terceiro maior rebanho do país, com 1,2 milhão de bois

 

 

COLHEITA MALDITA

40% da área desmatada da Amazônia está no Mato Grosso. Os altos índices estão relacionados à expansão da agricultura de soja para exportação.

 

 

Fonte:Suzana Paquete