Indústria erótica na Grécia é a nova vítima da crise econômica no país

Indústria erótica na Grécia é a nova vítima da crise econômica no país

Depois de cinco anos em recessão econômica e sofrendo com as medidas de austeridade impostas pelo governo, gregos desaparecem dos sex shops

 

A crise econômica que assola a Grécia fez mais uma vítima. Agora é a indústria do sexo que enfrenta um abalo sem precedentes. No quinto ano consecutivo de recessão, não sobrou muita opção para o cidadão grego:  foi preciso cortar do orçamento os brinquedos eróticos.

Três em cada quatro sex-shops de Atenas tiveram que fechar as portas nos últimos anos por conta da crise econômica. Hoje, existem no país um pouco mais do que 100 lojas especializadas em sexo.

Os problemas enfrentados pela indústria são um eco daqueles que assolam o conjunto da economia. As medidas de austeridade que o país adotou agravaram o desemprego, enquanto os cortes salariais e o aumento de impostos estrangularam os gastos dos consumidores.

Os efeitos da crise no mercado erótico podem ser sentidos com mais intensidade na Erotic Dream, maior feira de produtos sexuais da Grécia. Seus corredores estavam sombrios na última sexta-feira. Alguns visitantes desistiram de entrar porque não queriam pagar os 15 euros cobrados na entrada.  

Além disso, o número de expositores caiu pela metade desde 2008, agora são apenas 12. A feira, que costumava ter 30 mil visitantes por edição, está vazia. No dia de abertura, apenas 50 pessoas faziam fila para entrar no evento.

“Estamos fazendo somente 20 euros por dia”, disse Marianna Lemnarou, uma das expositoras e varejistas do setor. “Alguns clientes simplesmente não sentem vontade de fazer sexo, outros não podem se dar ao luxo de comprar nossas coisas com a crise”.

Segundo George Chrysospathis, organizador da Erotic Dream, o setor consiste em pequenas empresas familiares que dependem inteiramente de fornecedores estrangeiros e enfrentam uma feroz concorrência internacional. "Os chineses e os turcos estão nos matando", diz.

E o setor ainda teme o retorno à moeda dracma. Quase todos os brinquedos sexuais vendidos na Grécia são importados de países como a Alemanha e a Polônia e desvalorizar o dracma tornaria esses artigos inacessíveis. “Um vibrador que custa 20 euros valeria o equivalente a 50 euros”, conta Donatos Passaris, um dos expositores da feira.

*Com Reuters.

 

 

fonte:IG