Música para quê?

 Música para quê?

Pesquisador musical afirma que o homem não seria o mesmo sem as canções

Comer dá prazer e também tem uma utilidade óbvia. Sexo é bom, claro, e quem pratica sempre pode pensar que está garantindo a continuidade da espécie. Mas e a música, para que serve? Depois de trabalhar com Joni Mitchel e a banda Grateful Dead, o produtor Daniel Levitin resolveu tentar responder a essa pergunta. Hoje, ele é professor da McGill University, em Montreal, e uma referência mundial em termos de percepção e cognição da música. Em seu livro This Is Your Brain On Music (“Este é o Seu Cérebro Com a Música”, sem versão em português) Levitin explica que a música atua no cérebro de uma forma muito parecida com comida e sexo – e, assim como eles, também é muito útil.

Afrodisíaco

De todos os estilos musicais, o rock é o que tem mais apelo sexual. “Se as mulheres pudessem, elas engravidariam de astros do rock”, ele explica. “Algo neles sugere criatividade, flexibilidade de corpo e mente e talento para expressar emoções.”

Antidepressivo

Som é um fenômeno psicológico. As canções ativam o lobo frontal, produzem dopamina e atuam no cerebelo, que é capaz de se sincronizar no ritmo da música – o que provoca prazer.

Evolutivo

Todos os povos, de todas as culturas, de todos os tempos nos últimos 36 mil anos, fazem e ouvem música. Além de reforçar a coesão social, ela desenvolve a capacidade cognitiva. “Para um cérebro, a música é uma brincadeira”, diz o autor.

This Is Your Brain on Music: The Science of a Human Obsession

 

 

 

Fonte:Tiago Cordeiro