Para ver e comer

Para ver e comer

Zoológico de Pequim tem 600 espécies animais - e um restaurante onde o visitante pode degustar várias delas

 

O Zoológico de Pequim, na China, se destaca por dois motivos. O primeiro deles é a grande variedade de bichos em exibição - são mais de 7 mil animais. O outro diferencial está nas opções gastronômicas oferecidas pelo zoo. Depois de terminar o passeio, a grande pedida é comer no restaurante Bin Feng Tang, cujo cardápio oferece iguarias das mais exóticas - incluindo as carnes de vários animais expostos nas jaulas. Por preços que variam de 100 a 1 000 yuans (R$ 25 a R$ 250), o visitante pode degustar patas de hipopótamo ou cauda de canguru. Talvez experimentar sopa de formigas ou, se for mais arrojado, provar pênis de cervo. A lista de ingredientes inclui ainda animais como escorpião, crocodilo e pavão.

Esse menu "diferenciado" causou a ira de ativistas pelo mundo, e espanto na própria China. "Isso é imoral. Vai contra o propósito do zoológico", fustiga o especialista em legislação ambiental Chang Jiwen, da Academia Chinesa de Ciências Sociais. A direção do zoológico se defende dizendo que o consumo de carnes exóticas faz parte da tradição chinesa, e que os bichos que se transformam em comida não são os que estão em exibição - mas outros, provenientes de criações que o zoológico mantém especialmente para abastecer seu restaurante. O zoo também faz outra ressalva: nenhum dos animais servidos pertence a espécies ameaçadas de extinção. Mas o Bin Feng Tang parece um pouco envergonhado pelas críticas. Até recentemente, seu cardápio indicava qual parte de cada animal era mais saborosa ou saudável (de acordo com a medicina tradicional chinesa). Agora essas informações sumiram.

 

 

Fonte:Fernando Badô