PMs mataram o menino Juan, conclui Polícia Civil

PMs mataram o menino Juan, conclui Polícia Civil

O delegado Ricardo Barbosa, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pela investigação do desaparecimento e da morte do menino Juan Moraes, 11 anos, afirmou, nesta quarta-feira (20), que a acriança foi baleado por policiais militares. O delegado informou também que não houve confronto entre PMs e suspeitos, como alegavam os policiais envolvidos no caso.

“O Juan morreu com um tiro no pescoço e ele foi baleado por policiais militares. Testemunhas e perícia não indicam ocorrência de confrontos”, disse Ricardo Barbosa no início da trade desta quarta-feira.

Os quatro policiais militares suspeitos da morte foram indiciados nesta quarta. Eles já  tinham sido afastados das ruas pelo comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte. A polícia ainda aguarda dados telefônicos de pelo menos 13 linhas usadas pelos suspeitos. Segundo o delegado Ricardo Barbosa, as operadoras telefônicas ainda não disponibilizaram os dados à polícia.

A prisão preventiva dos suspeitos foi pedida, segundo o delegado, porque muitas testemunhas estavam com medo de prestar depoimento e sofrerem represália. O pedido de prisão refere-se ao crime de homicídio qualificado. Os PMs, no entanto, continuam sendo investigados por ocultação de cadáver. O inquérito sobre o caso ainda não terminou.

Criança de 11 anos desapareceu no último dia 20 de junho, durante uma operação da PM na Baixada Fluminense
Criança de 11 anos desapareceu no último dia 20 de junho, durante uma operação da PM na Baixada Fluminense

Justiça analisa pedido de prisão de PMs

A Justiça do Rio de Janeiro analisa o pedido de prisão dos quatro policiais militares suspeitos de envolvimento no desaparecimento e morte do menino Juan de Moraes, 11 anos. O pedido foi protocolado nesta terça-feira (19) pelo Ministério Público. A morte da criança completa um mês nesta quarta-feira (20).

A decisão de aceitar a denúncia do MP caberá ao juiz da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, Márcio Pacheco da Silva. O magistrado também estará à frente da audiência de instrução e julgamento de outro homicídio, no qual o cabo PM Edilberto Barros do Nascimento é um dos indiciados.

Depois de ouvir testemunhas, a polícia concluiu que quatro das cinco cápsulas recolhidas pela perícia  no local do crime - um beco na favela Danon, na Baixada Fluminense - eram do policial. 

Na última terça-feira (19), as promotoras Adriana Lucas Medeiros, da 7ª Promotoria, e Júlia Costa Silva Jardim, titular da 1ª Promotoria, pediram a prisão temporária do cabo Edilberto, do cabo Rubens da Silva, e dos sargentos Isaías Souza do Carmo e Ubirani Soares. 

O pedido de prisão baseia-se em dois homicídios duplamente qualificados, uma vez que Igor de Souza Afonso - apontado pelos PMs como criminoso - também morreu durante a operação policial na Favela do Danon.

 

Jornal do Brasil