Programa de trilhas estimula pessoas a conhecerem Unidades de Conservação

Programa de trilhas estimula pessoas a conhecerem Unidades de Conservação

Para quem gosta de fazer trilha, é um prato cheio. Mas a ideia é ir além. O projeto Trilhas de São Paulo tem como objetivo facilitar e estimular o acesso de um público variado (ou seja, mesmo quem não está acostumado a fazer trilha) às Unidades de Conservação do Estado, partindo do princípio de que este é um direito de todos e que “vivenciar é também valorizar a natureza, entender porque é importante sua conservação.”

A iniciativa é um bom exemplo para outros estados. São 19 Unidades de Conservação, com mais de 731.000 hectares de remanescentes de Mata Atlântica e Cerrado, em um total de 23 cidades.

Ao todo, 200 km foram mapeados em 40 trilhas para receber desde aventureiros que enfrentam os caminhos de nível avançado até famílias com crianças. As trilhas são divididas em 3 níveis de dificuldade (baixo, médio e alto) e algumas estão adaptadas para pessoas com dificuldade de locomoção. É possível conhecer matas preservadas, ambientes marinhos, cachoeiras e praias.

O projeto oferece o Passaporte Trilhas de São Paulo, um livro de bolso com informações importantes de todas as Unidades, parques, rotas, mapas e orientações gerais.

O livreto é carimbado cada vez que o “trilheiro” percorre uma trilha e conclui uma etapa (divididas com base nos níveis de dificuldade) e a recompensa são prêmios como camisetas, mochilas e squeeze.

Ficou animado? O site do Trilhas de São Paulo fornece algumas dicas para quem quer se aventurar nos passeios (manual completo):

- Planeje a trilha; entre em contato com o parque que você pretende ir para saber quais são as condições e regulamentos do local;

- Escolha as trilhas de acordo com o seu condicionamento físico e procure informações sobre monitores ambientais nas regiões;

- Cuide das trilhas e mantenha o caminho pré-determinado. Se você utilizar atalhos, além de correr riscos, aumenta as chances de deixar marcas como erosão e destruição da vegetação;

- Não alimente animais, nem retire as belezas naturais para levá-las com você como “lembrança”;

- Valorize os serviços locais (monitoria, transporte, hospedagem). Assim, você colabora para que os recursos financeiros permaneçam na comunidade.